segunda-feira, 6 de março de 2023

XVI. A volta para casa

No dia seguinte, fizeram um mutirão e arrumaram a bagunça.

Quando já estava tudo em ordem, Melissa e Arion, Flores e Aquileu, Jasmin e Ricardo, Penélope e Felipe, Sila e Cravo, Estrela e Tempólio, Esmeralda e Rubens e Stefania e Daniel, cada casal com a sua bebê, foram se despedir de dona Mercedes.


Desta vez, realmente, eles voltariam para casa.


Os Sixteen agradeceram por tudo. A família de dona Mercedes estava muito contente, pois os seus grandes amigos estavam felizes e realizados; mas, ao mesmo tempo, estavam todos tristes, porque ficariam longe deles e de suas filhinhas.


Logo partiram para uma nova jornada rumo à felicidade, finalmente. Ainda próximo à pousada, viram um parque de diversões no qual não haviam reparado até então, e, por isso, resolveram dar uma passadinha, para se despedirem da cidade em grande estilo.


Os proprietários do parque, seu Mauro e dona Salete, foram recebê-los na entrada, e os filhos, Jackson e Tadeu, ajudaram em tudo o que precisassem.


Depois de muita diversão, seguiram viagem rumo aos seus reinos, onde eles contariam a verdade sobre seus romances às famílias.


A caminhada seguia, e a cabeça inundava de pensamentos. Como os pais reagiriam com tudo aquilo? Teriam dificuldade em enfrentar a notícia do casamento dos filhos queridos?


Para os Sixteen nada era impossível.


Com o lema "Determinação, amor e companheirismo", eles conseguiriam enfrentar os problemas e contar a verdade para os pais, contar que eles se amavam de verdade e que tiveram lindas filhas.


Mas será que isso mudaria alguma coisa em suas vidas? Mudaria a verdade com relação às famílias porque eles tinham sido felizes juntos com a pessoa certa?


Estavam com medo de contar a verdade aos pais sobre os casamentos, as filhas e um montão de outras coisas que aconteceram no tempo em que estiveram fora.


Contudo, estavam determinados em revelar a verdade desde o começo da história do amor entre eles. Ora, não podiam se separar jamais, porque havia criança envolvida na história.


Além do mais, estavam unidos para sempre em um laço inseparável, que não poderia ser quebrado nunca: o amor que sentiam uns pelos outros, e os frutos desse amor, as filhas. O amor que sentiam era intenso, puro e sincero! Uma paixão forte e sonhadora que nunca iria acabar. Finalmente, poderiam ser felizes com o amor de suas vidas!


Suas mães e seus pais ficariam encantados com as netinhas que não conheciam e que nem imaginavam que existiam.


No caminho de volta para casa, viram algo interessante. Era um lindo parque cheio de flores coloridas: rosas, vermelhas, amarelas, azuis e roxas. Um verdadeiro encanto!


Melissa, Flores, Jasmin, Penélope, Estrela, Sila, Esmeralda e Stefânia desceram do micro-ônibus e foram dar uma olhada

em cada detalhe que havia naquele parque.


Arion, Aquileu, Ricardo, Felipe, Cravo, Tempólio, Rubens e Daniel ficaram cuidando das filhas, enquanto aguardavam a volta das suas amadas.


Um panfleto anunciava que havia um circo se apresentando ali perto. Deram outra pausa e foram até lá conhecê-lo.


O circo era colorido e geométrico. Tinha palhaços, trapezistas, equilibristas, a mulher barbada, o mágico dos animais, o homem canhão, bailarinas, acrobatas e domador de leões.


Quando o show começou, ficaram maravilhados e rindo o tempo todo. Aplausos e diversão por duas horas!


Melissa, Flores e Jasmin gostaram mais dos trapezistas.


Penélope, Sila, Estrela, Esmeralda e Stefânia ficaram muito animadas com as apresentações do arco.


Felipe, Cravo, Tempólio, Rubens e Daniel adoraram o espetáculo dos animais.


Arion, Aquileu e Ricardo se acabaram de rir com a mulher barbada.


Após muitas gargalhadas de toda a plateia, baixaram-se as cortinas e o espetáculo terminou.


Era hora de seguir o caminho de volta para casa.


Mas...


Uma mistura de sentimentos mais uma vez tomou conta dos Sixteen: alegria, tristeza, ansiedade, medo, saudade...


Como seriam recebidos? Seria melhor fugir novamente? Ou encarar a situação? E agora? O que fazer? Quantas incertezas...


Os Sixteen sabiam que eles não poderiam ficar ali parados no meio do caminho: era agora ou nunca.


Escolheram agora.


Finalmente, chegaram aos reinos onde moravam e cada um seguiu até sua casa, sendo que as bebezinhas acompanharam as mamães.


A grande surpresa: seus pais já estavam esperando por eles, muito bravos, querendo uma explicação. Apesar disso, a emoção tomou conta de todos... Muitos abraços e beijos foram trocados entre pais e filhos.


Quando os Sixteen contaram que estavam casados e com filhas, os pais ficaram sem palavras e não souberam o que dizer diante daquela revelação.


Em algumas preciosas horas, tudo se acalmou, embora ainda não acreditassem naquilo tudo que tinham acabado de ouvir.


Os pais levaram mais um tempo para entender o que estava acontecendo de verdade. Era pesadelo? Feitiço? Pensavam que era um sonho a pura realidade dos fatos.


Por dentro, não tiveram outra escolha a não ser aceitar o matrimônio dos filhos e a existência de suas netas. As crianças amaram conhecer os avós e abriram um lindo sorriso para eles.


No dia seguinte, fizeram uma grande festa! Novamente, todos juntos para comemorar a volta dos filhos com suas lindas netinhas.


Todas as famílias reunidas, em uma grande comemoração entre os Reinos de Aqualândia e Rosamenon, com as oito bebezinhas lindamente vestidas, de lacinho no cabelo, que foram geradas com tanto amor.


As famílias estavam felizes!


Pais, filhos e netas se abraçavam e comemoravam aquele momento inesquecível.


Nesse instante, os Sixteen lembraram-se do lema presente em toda essa jornada: "Determinação, amor e companheirismo". Afinal... Quando se tem determinação, nenhum obstáculo é suficiente para fazer desistir. Sem amor não se pode viver, pois ele é o sentimento mais importante do mundo. Companheirismo é essencial para atingir os objetivos na vida, pois sozinho não se vai a lugar algum.


XV. Casamento dos Sixteen

 Sem aguentar esperar muito mais, os dezesseis amigos começaram a preparação para o grande dia de suas vidas.

Foram meses pensando numa saída para suas vidas e organizando um destino que não se podia controlar.


Viviane e Tamires, donas da floricultura, ofereceram tapete vermelho e as flores para enfeitar o templo no dia da cerimônia. Além disso, elas ficaram responsáveis pela decoração da festa. Os jovens escolheram rosas vermelhas e brancas.


Seu Cristovam e os filhos, Guilherme e Fernando, donos da Padaria Liminosa, ofereceram de presente aos noivos centenas de pãezinhos especiais acompanhados de frios.


Seu Roger e os filhos, Sebastian e Alexandre, donos da Pizzaria Liminosa, ofereceram as pizzas salgadas e doces como presente de casamento.


As proprietárias da Casa de Bolos Liminosa, dona Janaina e suas filhas, Ludmila e Anita, fizeram oito bolos de casamento, um para cada casal, e os ofereceram de presente.


A Distribuidora de Bebidas Liminosa, na pessoa de seu Ancelmo, presenteou os Sixteen com bebidas à vontade para todos os convidados.


Mas e o maior presente que as meninas poderiam ganhar: quem alugou os vestidos para elas? Dona Mercedes, sempre dona Mercedes.


Seu Moacir, dono da loja Aluguel de Roupas Masculinas Liminosa, emprestou os ternos para os meninos, que ficaram lindos como príncipes, é claro!


Os responsáveis pela Sapataria Liminosa, dona Marcela, seu Franco e seus filhos, Maiara, Thiago e Cristiane, ofereceram como presente de casamento sapatos novos e elegantes para todos eles.


Os donos da Esportes Radicais Liminosa, dona Arlete, seu Otávio e os filhos, Benjamin, Johnny e Fabíola, ofereceram uma pista de patinação na festa. Seria um evento diferente, com uma pista de verdade para os convidados patinarem no gelo. Foi uma ideia brilhante!


O dono da Produtora Audiovisual Liminosa, seu Matias, também quis dar uma força. Fez um filme sobre os noivos para passar em um telão gigante, contando a história de cada um deles, de onde vieram e como se conheceram.


Os responsáveis pela Locadora de Vídeos Liminosa, seu Gerônimo e os filhos, Gabriela e Adriano, emprestaram vários DVDs de música e dança, para organizarem uma sessão de cinema inusitada.


"Foi uma grande ideia!", disse Gabriela, animadíssima para ir ao casamento. Seu irmão, Adriano, também estava empolgado com a festa, que seria supercriativa.


Seu Ramiro e os filhos, Martin e Danilo, resolveram emprestar oito carros da sua loja, Automóveis Liminosa, para levar as noivas da Pousada Raio Feliz até o Templo dos Milagres. Mais uma ideia genial essa dos carros, todos grandes, bonitos e enfileirados, desfilando pela cidade.


Os donos da loja Casa Arrumada Liminosa, seu Adalberto e os filhos, Augusto e Gabriel, ficaram muito felizes em poder ajudar com alguma coisa para o casamento dos jovens amigos. Eles emprestaram todas as mesas, cadeiras e toalhas de seda para dar um toque especial à festa de casamento.


O pessoal da escola Dança Comigo Liminosa, dona Adriane e suas filhas, Paola, Júlia e Estela, ofereceram aulas de valsa para os casais de noivos.


Os donos da Lavanderia Liminosa passaram a ferro os vestidos das noivas e os ternos dos noivos; era uma forma simples, mas muito importante, de ajudar.


Seu Jaime e os filhos, Arnaldo e Omar, cerimonialistas experientes da região, estavam muito empolgados em participar da festa de casamento, para que nada saísse errado.


As proprietárias da Fantasias Liminosa ficaram responsáveis pelos acessórios da festa. Dona Clementina e os filhos, Jéssica e Alisson, arrumaram tudo: chapéus coloridos e purpurinados; máscaras engraçadas; echarpes nas cores rosa, amarela, branca, laranja, azul e roxa, com bastante brilho; apitos com luzes; colares de festa; perucas coloridas; óculos nas cores rosa, vermelho, roxo, amarelo, azul, verde, dourado e prateado.


Os noivos aceitaram todos os presentes e ficaram radiantes! Não tinham palavras para agradecer tanta bondade das pessoas para com eles!


Assim, os Sixteen foram cuidando de tudo com muito carinho, para que não houvesse problemas.


Com tanta gente ajudando, deu tudo certo, como num conto de fadas, e, finalmente, estava tudo pronto para o casamento.


Melissa e Arion, Flores e Aquileu, Jasmin e Ricardo, Penélope e Felipe, Sila e Cravo, Estrela e Tempólio, Esmeralda e Rubens e Stefânia e Daniel estavam muito felizes com a bela união que iria se formar ali e que jamais poderia ser quebrada. Não haveria feitiço que atrapalhasse.


Logo de manhã, as meninas começaram a se arrumar: depilação, banho de espuma, manicure, pedicure, cabelo e maquiagem. Luxos a que tinham direito!


Estava chegando a hora. Corações aflitos de emoção. Algo daria errado?


Os meninos estavam prontos! Sapatos engraxados, terno e gravata, bem penteados, barba feita, olhos brilhantes, sorriso na boca. Lindos, muito lindos!


Logo saíram a caminho do Templo dos Milagres, onde seria realizada a cerimônia de casamento dos oito casais dos reinos de Rosamenon e de Aqualândia, os reinos rivais.


As meninas também estavam prontas, e os carros com motoristas, à espera delas em frente à Pousada Raio Feliz.


Todas simplesmente maravilhosas. Nada haveria de falhar.


Estava prestes a acontecer o grande momento em suas vidas, o dia em que elas selariam a promessa de serem felizes para todo o sempre. Só teria alegria na celebração mais linda do mundo e para a vida inteira.


Toda a cidade parou para vê-las a caminho do Templo dos Milagres.


Havia chegado a hora mais esperada: o momento mágico em que a noiva entra no templo. Nesse caso, as noivas. Elas já estavam posicionadas para entrar. Melissa seria a primeira.


Foi dado o sinal, o casamento iria começar.


Os noivos aguardavam as suas amadas, cada um segurando a sua filhinha em frente ao altar.


Deus Joaquim se posicionou, os convidados se levantaram e a música "Amor, alegria dos homens" começou a tocar. A porta principal do Templo dos Milagres se abriu e lá estava Melissa, linda e radiante!


O sonho tinha se transformado em realidade! Era pura magia no ar!


Melissa começou a entrar calmamente, e as amigas Flores, Sila, Estrela, Jasmin, Esmeralda, Penélope e Stefánia, uma a uma, foram entrando em seguida.


Os convidados, perplexos, nem piscavam, admirando a beleza das princesas reais, com seus vestidos lindíssimos!


Era puro brilho! Reluziam no altar todas as magias do bem, cada uma rumo à sua felicidade completa.


Quando deus Joaquim iniciou a cerimônia, todos se sentaram, emocionadíssimos. Dona Mercedes e sua família, então, nem se fala.


Na hora do beijo dos noivos, os convidados, comovidos por toda história, aplaudiram aquela bela união, estendendo as mãos com muito amor e desejando alegria pelo resto de suas vidas.


Na saída do templo, os padrinhos jogaram pétalas de rosas nos noivos, abençoando a união.


Quando a festa começou, o DJ Ronaldo anunciou a abertura da pista de dança, soltando uma música bem tranquila, enquanto os convidados se acomodavam para assistir à homenagem de seu Matias.


Não teve um só convidado que não se encantasse com o vídeo que mostrava cada casal narrando a sua história.


Assim que terminou o vídeo, o DJ soltou o som com aquela música bem animada e não parou mais a noite inteira.


A segurança da festa ficou por conta do delegado Frederico e dos guardas Miguel, Thomás, Eduardo, João e Samuel.


Mas nem por isso eles deixaram de curtir o baile. Frederico aproveitou para dançar com algumas pretendentes, já que estava solteiro e de olho em Tamires, que também estava sem namorado e era muito bonita.


Enquanto isso, os guardas dançavam com as suas namoradas, funcionárias da floricultura. Miguel dançou com Renata; Eduardo, com Priscila; Thomás, com Paulina; João, com Viviane; e Samuel, com Josie. Havia clima de mais romance no ar!


Na festa, os convidados dançaram, patinaram, brincaram e cantaram até cansar. Sem falar na bebida e na comida, pizza e pães deliciosos, bolos e doces, tudo uma delícia.


Até a madrugada era só alegria!


XIV. Paula e Davi

Num mágico piscar de olhos, os dias se passaram, até que chegou a grande data: uma festa de casamento na Pousada Raio Feliz. 

Paula, filha de dona Mercedes, se casaria com Davi, que era um ótimo rapaz. Os dois se amavam muito e iriam jurar no templo sagrado o verdadeiro amor para todo o sempre.


Melissa e Arion, Flores e Aquileu, Jasmin e Ricardo, Penélope e Felipe, Sila e Cravo, Estrela e Tempólio, Esmeralda e Rubens e Stefânia e Daniel eram os padrinhos do casamento de Paula e Davi. Estavam prontos esperando a hora de entrar.


Deus Joaquim, o deus do amor, já estava posicionado no altar, aguardando a noiva.


Paula, linda de noiva, sorria emocionada. A única coisa que desejava naquele momento era ser muito feliz com o seu amado, Davi!


Os sinos tocaram, as trombetas também, e, enquanto Paula e o seu pai seguiam rumo ao altar, os convidados admiravam a beleza da moça. Principalmente Davi, o noivo, que estava quase chorando, emocionado ao ver sua amada tão bela.


Deus Joaquim celebrava a cerimônia e chamou os padrinhos para participarem.


Melissa e Arion entregaram as alianças.


Flores e Aquileu colocaram um colar de rosas no pescoço de Paula e de Davi.


Jasmin e Ricardo colocaram o manto sagrado em cada um dos noivos.


Penélope e Felipe colocaram outro colar, desta vez de pérolas, em cada um dos nubentes.


Sila e Cravo deram a bebida sagrada, um cálice de vinho, a cada noivo.


Estrela e Tempólio colocaram uma coroa de flores brancas nas cabeças dos noivos.


Esmeralda e Rubens desenharam um coração na testa de cada um dos noivos com água benta.


Finalmente, Stefánia e Daniel colocaram o livro de registros sobre a bancada para assinatura dos padrinhos.


Dona Mercedes estava orgulhosa da filha, e o pai, seu Jarbas, muito feliz pela felicidade de Paula ao lado de um bom rapaz, honesto e trabalhador.


Paula e Davi estavam radiantes porque já eram marido e mulher. Formaram uma família que seria para sempre sinônimo de união, amor, respeito e confiança.


Todos seguiram para a Pousada Raio Feliz, ansiosos para a festa de casamento. Arion, Aquileu, Cravo, Tempólio, Ricardo, Felipe, Rubens e Daniel aproveitaram que estavam todos reunidos e subiram ao palco na frente de todos os presentes.


Um de cada vez pegou o microfone e, em alto e bom som, para que a amada ouvisse, começou a falar:


- Melissa, amada da minha vida, você aceita se casar comigo?

- Sim, eu aceito, Arion, me casar com você. É tudo o que sempre quis em minha vida!

- Melissa, amada da minha vida, você aceita se casar comigo?

- Sim, eu aceito, Arion, me casar com você. É tudo o que sempre quis em minha vida!

- Flores, meu amor, você aceita se casar comigo?

- Sim, Aquileu, você é o meu amor, e eu aceito me casar com você!

- Jasmin, minha linda, você aceita se casar comigo?

- Ricardo, sim, sim, sim, aceito me casar com você!

- Penélope, minha princesa, você aceita se casar comigo?

- Sim, Felipe, você é minha paixão, eu aceito me casar com você!

- Sila, minha florzinha, você aceita se casar comigo?

- Sim, Cravo, claro que eu aceito me casar com você!

- Estrela, musa do meu coração, você aceita se casar comigo?

- Sim, Tempólio, amor de minha vida, eu aceito me casar com você!

- Esmeralda, meu anjo, você aceita se casar comigo?

- É claro que sim, Rubens, eu aceito me casar com você, pois você é o meu grande amor!

- Stefánia, minha gatinha, você aceita se casar comigo?

- Sim, Daniel, eu aceito me casar com você!


No momento em que os meninos ouviram que a resposta era o esperado "sim", ficaram muito felizes! Deram um abraço coletivo e chamaram suas meninas para subirem ao palco.


Cada um entregou uma delicada caixinha de veludo à sua amada.


Quando as meninas abriram a tampa e viram aqueles anéis tão lindos, cada uma pediu ao seu amado que colocasse o anel em sua mão direita.


Os convidados aplaudiram e desejaram felicidades aos noivos. Finalmente, elas iriam ser felizes com o amor de suas vidas.


Dona Mercedes, seu Jarbas, Christian, Afonso, Paula e Davi ficaram contentes com o noivado de seus amigos e desejaram-lhes toda a felicidade do mundo.


Paula e Davi se despediram da festa, pois passariam a noite no Hotel Luar, que ficava no centro de Vila Liminosa.


No dia seguinte, viajaram para o Hotel Fazenda Dourada do Amanhã, localizado na cidade Águas Lindas do Nascente. Teriam duas semanas de lua de mel.


Paula e Davi compraram uma casa em Vila Liminosa para ficarem mais perto de suas famílias e amigos.


Depois de alguns meses, Paula e Davi ligaram para dona Mercedes, anunciando que Paula estava grávida de uma menina, que se chamaria Laura.


Era um belo nome para uma menina que, com certeza, seria linda como a mãe.


Emocionados porque seriam avós, dona Mercedes e seu Jarbas foram correndo avisar seus filhos Christian e Afonso, que também ficaram muito felizes com a notícia que seriam titios.


Naquela pousada animada no dia seguinte fizeram a maior festa.


XIII. O filme

No domingo, era aniversário de dona Mercedes, e ela convidou todos para ir ao cinema, no centro da cidade, assistir a um filme.

Os Sixteen toparam na hora e quiseram ir logo, porque o filme começaria às 16h no cinema do Shopping Vila Liminosa, e já eram 15h40.


Tão logo chegaram, foram imediatamente comprar os ingressos para o filme escolhido, A força do amor. O filme contava a história de um casal apaixonado que morava em Nova York e trabalhava em empresas diferentes um do outro.


Sandra, mulher de Carlos, era estilista e trabalhava numa empresa de moda internacional, recrutando modelos para desfiles de marcas internacionais famosas.


Carlos era engenheiro civil e tinha uma empresa de construção de casas, arranha-céus e rodovias com altos custos.


Um dia, eles receberam a triste notícia: Carlos estava sen- do acusado de corrupção. Se ele não devolvesse ao governo todo o dinheiro recebido de forma duvidosa, poderia ser preso e perder todo o patrimônio conquistado pelo casal.


Com muito esforço, conseguiram pagar a imensa dívida que, supostamente, deviam às empresas.


Apesar de todos os problemas, Sandra e Carlos nunca deixaram de se amar, e em nenhum momento Sandra acusou Carlos, pois tinha certeza da sua inocência.


O casal estava desorientado e nervoso com os aconte- cimentos. Ambos precisavam esfriar a cabeça para tentar encontrar uma solução, salvar a empresa da falência e não perder tudo. Então, decidiram viajar para um resort na praia.


Chegando lá, foram para o quarto descansar da longa viagem que fizeram, e nem perceberam o quanto o lugar era aconchegante, e a praia, maravilhosa.


Assim que acordaram, logo cedo, saíram para passear pela cidade. Visitaram museus de artes, castelos antigos e templos. Foram ao shopping, almoçaram, lancharam, jantaram e depois voltaram ao resort para descansar.


O que o casal tinha de mais valioso e importante na vida não era o patrimônio, nem o dinheiro, era o amor que sentiam um pelo outro. Isso, sim, era a maior riqueza deles!


Apenas na manhã seguinte eles foram conhecer a praia e entrar naquele mar de águas transparentes.


- Que paz! - exclamou Sandra.

- Que paraíso! - completou Carlos.

- É aqui que vamos recuperar as nossas energias, meu amor!

- Exatamente, querida!


Foi nesse ambiente que eles tiveram uma ideia para retomar sua empresa: procurariam alguma imagem que provasse a inocência deles.


Os dias se passaram lentamente até conseguirem provar que eram inocentes. Uma das câmeras de segurança havia gravado tudo: o vídeo mostrava outra pessoa roubando o dinheiro, não Carlos.


Durante quase todo o filme, Melissa, Flores, Sila, Estrela, Jasmin, Penélope, Esmeralda e Stefânia não paravam de chorar.


A história emocionava a todas pelo fato de o casal, Sandra e Carlos, ser muito unido e sentir amor verdadeiro entre eles, como o delas por seus amados. No final do filme, eles acabaram recuperando tudo e, claro, continuaram juntinhos.


Aquele casal unido, feliz, harmonioso, com muita garra, força de vontade e esperança, ninguém e nada jamais conseguiria separar. Os Sixteen também tinham essa mesma esperança.


Na saída do cinema, dona Mercedes disse que estava muito feliz pela companhia de todos e que o passeio tinha sido muito agradável e divertido.


Então, Melissa sugeriu fazer uma festa surpresa com um lanche bem especial para comemorar o aniversário de dona Mercedes, uma pessoa boa e generosa, que apoiava quem precisasse com alegria e seu belo sorriso.


Os jovens concordaram com a proposta na hora: as meninas preparariam a decoração da festa e o lanche, enquanto os meninos cuidariam da música e das bebidas.


Deu tudo certo! A decoração ficou harmoniosa, cheia de flores por todos os lados, o lanche delicioso, a música linda e as bebidas geladinhas.


Dona Mercedes ficou felicíssima com a surpresa da comemoração. Chorou de alegria, pois nunca tivera uma festa de aniversário na vida. Estava emocionada ao ver tanta gente amiga ao seu lado.


Ela contou que quando era criança sempre ficava trabalhando e olhando as outras crianças brincarem na rua ou na calçada. Ela mesma só poderia brincar depois que cumprisse as tarefas de casa, que eram a prioridade. Só depois de tudo pronto, podia brincar de boneca ou alguma outra brincadeira divertida com as amigas.


O problema é que, quando ela finalmente terminava todos os afazeres, era tarde e sobrava somente um tempinho de lazer. Só os domingos, na parte da tarde, eram separados para brincar.


Depois de alguns anos, dona Mercedes se tornou uma linda moça, meiga e simpática, moradora daquela vila maravilhosa, sempre sorrindo para as pessoas e cumprimentando todo mundo.


Ao se casar, nada mudou: dona Mercedes ficou cuidando da pensão, e seu Jarbas, seu marido, trabalhando na marcenaria o dia inteiro. Quando seus filhos, Christian, Afonso e Paula, nasceram, dona Mercedes e seu Jarbas ficaram muito contentes! As crianças eram lindas e educadas, sempre ajudavam em tudo o que eles precisassem.


Dona Mercedes disse que a maior riqueza da vida é a familia!


Ao terminar de contar a história, todos ficaram impressionados com a coragem que dona Mercedes tinha para enfrentar as dificuldades da vida, sempre junto à sua família.


A animação foi até altas horas da noite, e todos foram dormir tranquilos e felizes com o sucesso da surpresa de aniversário. Tinha sido um dia especial, alegre e harmonioso com os amigos reunidos!


Enquanto o sono não vinha, Arion ficou pensando em como seria a vida ao lado de Melissa quando eles se casassem e oficialmente formassem uma família. Seria maravilhoso!


Assim pensavam também Aquileu, Cravo, Tempólio, Ricardo, Felipe, Rubens e Daniel, em seus casamentos com Flores, Sila, Estrela, Jasmin, Penélope, Esmeralda e Stefânia, respectivamente.


Seria a concretização do sonho mais belo de todos, como em um conto de fadas que se torna realidade. A alegria e a felicidade plena de cada casal.


Mas, como sempre, uma angústia surgia: como os pais reagiriam à notícia inesperada de uma hora para outra? Como seria o julgamento deles? Será que, finalmente, eles seriam felizes para sempre? Teriam o laço inseparável, que não poderia ser quebrado até que a morte os separasse?


Seria o amor a única testemunha do romance entre pessoas que se amavam e que queriam ser felizes como uma família unida e feliz? Teriam uma longa vida pela frente sem desa- venças para serem completamente felizes?


Será que Lírio e Hibisco, pais de Melissa e Flores, Marí- tima e Tritão, pais de Arion e Aquileu, Cristal e Heráculos, pais de Sila e Estrela, e Minerva e Agamenon, pais de Cravo e Tempólio, perdoariam os filhos por não casarem com quem eles queriam?


E Armina e Romero, pais de Jasmin e Penélope, Catarina e Mário, pais de Ricardo e Felipe, Aurora e Pablo, pais de Esmeralda e Stefánia, Marina e Reinaldo, pais de Rubens e Daniel, aceitariam esses amores repentinos?


Quantas indagações!


Todos se emocionaram muito. Poder viver um amor verdadeiro, sincero e puro, sem nenhuma desconfiança, com respeito ao companheiro ou companheira e, principalmente, relacionando-se com carinho e dignidade.


Acreditavam nessa união que nunca acabaria. Estariam juntos até o fim, apostavam.


No dia seguinte, antes de o sol nascer e antes mesmo que dona Mercedes tivesse acordado, os rapazes saíram e foram à joalheria de seu Manoel e de seus filhos Tobias e Romeu.


Num atendimento especial, comprariam os anéis de noivado para presentear as amadas no dia da festa de noivado.


Chegando lá, seu Manoel foi recebê-los na porta da loja, levou os jovens até uma salinha secreta e foi mostrando as joias mais puras e reluzentes.


Arion viu um anel com uma pedra cor-de-rosa e resolveu levar de presente para Melissa, porque ela amava essa cor.


Aquileu comprou um anel com pedra roxa para dar a Flores.


Ricardo ficou encantado com o anel de pedra vermelha e comprou para presentear Jasmin.


Felipe viu um anel com pedra dourada e comprou para sua amada, Penélope.


Cravo se encantou com um anel com pedra alaranjada e comprou para dar a Sila.


Tempólio, por sua vez, ficou boquiaberto com um anel de pedra azul e comprou para Estrela.


Rubens admirou-se com o anel de pedra verde e escolheu para sua Esmeralda.


E, finalmente, Daniel comprou um bonito anel com pedra lilás para a bela Stefania.


Todos os anéis seriam entregues no dia em que eles pedissem as meninas em casamento. Quando seria?


Seu Manoel e os filhos Tobias e Romeu ficaram muito contentes com o bom gosto dos meninos em sua joalheria, e mais contentes ainda com a quantidade de anéis vendidos num único dia - oito, no total.


Quando os rapazes voltaram à Pousada Raio Feliz, havia absoluto silêncio. Todos ainda dormiam profundamente e ninguém percebeu aquela saída cuidadosa. Eram nove horas quando as meninas se levantaram e foram tomar café da manhã na cozinha.


O café e o leite estavam bem quentes, como preferiam. Na mesa, sobre a toalha xadrez vermelha, muitos pães recém-assados, torradas bem crocantes, manteiga caseira, ovos mexidos e frutas suculentas.


Esse era sempre um momento sagrado na rotina dos Sixteen. Fazer juntos as refeições para jamais perderem a convivência e o prazer de estarem unidos.


Ao longo do dia, as meninas acharam os meninos muito estranhos. Mal sabiam do mistério. Era um segredo masculino, que ficaria bem guardado até o dia do noivado, quando dariam os anéis e selariam o amor com suas escolhidas.


Os meses se passavam no tempo dos reinos. Diariamente, Melissa e Flores conversavam sobre como seriam as suas vidas de casadas com Arion e Aquileu. Sonhavam com o casamento mais lindo que alguém no mundo poderia imaginar.


Assim também imaginavam Jasmin, Penélope, Sila, Estrela, Esmeralda e Stefânia, quando casassem com Ricardo, Felipe, Cravo, Tempólio, Rubens e Daniel: uma cerimônia romântica, com flores perfumadas, tapete vermelho e com muita gente querida.


Os casais imaginavam também as famílias presentes, apoiando e abençoando a união deles diante do mundo inteiro.


Por enquanto, era sonho...


Real, mesmo, era o casamento de Paula, que estava chegando.


XII. Dona Mercedes

Em poucos quilômetros, chegaram a uma localidade muito bonitinha chamada Vila Liminosa.

Lá, encontraram a Pousada Raio Feliz. A proprietária era uma doce senhora, bem velhinha, chamada dona Mercedes, que era casada com o seu Jarbas e tinha três filhos, Christian, Afonso e Paula.


Após a confirmação de que eles poderiam se hospedar ali, Christian, Afonso e seu Jarbas foram ajudar a carregar as malas, e Paula foi auxiliar a mãe, dona Mercedes, com o registro dos quartos.


Feito o check-in, os jovens desceram para comer. Estavam morrendo de fome. Dona Mercedes havia preparado uma deliciosa comida caseira. Era uma receita de família criada por sua avó.


Mal o jantar terminou, eles foram dormir, pois estavam muito cansados da viagem e do passeio na feira de antiguidades.


Enquanto dormia, Melissa sonhou que estava se casando com Arion. Era uma festa bonita, com muita comida, muita bebida e com muita gente feliz e dançando! Flores, Jasmin, Penélope, Sila, Estrela, Esmeralda e Stefania também sonharam com a festa dos seus casamentos.


Arion, Aquileu, Ricardo, Felipe, Cravo, Tempólio, Rubens e Daniel estavam sonhando com a mesma coisa: como seria bom ter uma bela festa no dia dos seus casamentos com suas amadas e respectivas famílias, unidas e felizes.


Depois que todos acordaram, perceberam ser apenas um sonho que, talvez, um dia, pudesse se tornar realidade. Um dia, todos se casariam de verdade com as pessoas que amavam e ficariam juntinhos para sempre, com muito amor.


A realidade é que suas famílias nunca aceitariam as uniões entre eles. Então, como contar a elas que tinham filhas juntos e que não poderiam mais ficar separados?


Enquanto tomavam café da manhã, contaram toda a história deles para dona Mercedes e seus três filhos. A senhora ficou muito emocionada com a coragem daqueles jovens de lutar pelo amor verdadeiro. Ela ficou impressionada com a firmeza dos Sixteen de insistirem no amor, em vez de se casarem com quem os seus pais tinham determinado e serem infelizes para sempre.


- A senhora está chorando? - indagou Melissa.

- A nossa história mexeu com a senhora? - seguiu Flores.

- Sim, é uma bela história! - respondeu dona Mercedes.

- Gente, pensando bem, que história bonita que é a nossa! - exclamou Penélope.

- Uma história bem divertida, com muitas aventuras! - disseram, uníssonos, Tempólio e Daniel.

- Mas também é romântica, cheia de emoções! - completou Ricardo, com o apoio de Rubens.

- Realmente, é uma linda história de amor! - falaram Sila e Cravo, entreolhando-se.

- Parece coisa de cinema...

- Ou de novela, Esmeralda! - interrompeu Stefânia. - É uma história incrível!



A família de dona Mercedes entendeu o significado da história dos Sixteen, e ela, ainda muito emocionada, falou: Essa história, meus jovens, demonstra que vocês têm muita determinação e coragem para encarar os medos e enfrentá-los de uma maneira sábia e correta, para viver a vida em paz, junto dos amigos e das pessoas que amam.


E acrescentou:


- Lembrem-se de que somos fortes e conquistamos nossos sonhos e nossos objetivos na vida com saúde e sabedoria quando temos um amor verdadeiro em nossos corações, que é o caso de vocês.

- Que palavras bonitas, dona Mercedes! - disse Jasmin.

- Tão profundas as suas palavras, que maravilha! - pontuou Estrela, extasiada.

- Parabéns pelas sábias palavras! Elas mexeram comigo, até me emocionei - colocou Arion, secando os olhos.

- Nunca na minha vida ouvi palavras tão verdadeiras - afirmou Felipe..

- Aprendi muito com a senhora, dona Mercedes! - disse Aquileu.

- Fico muito contente que vocês tenham gostado do que eu disse, meus filhos - concluiu Dona Mercedes.


A rotina por ali era bem tranquila: seu Jarbas e seus dois filhos, Christian e Afonso, trabalhavam na marcenaria, enquanto dona Mercedes e Paula cuidavam da Pousada Raio Feliz, limpando e arrumando os quartos dos hóspedes que chegavam e saíam.


Melissa perguntou à dona Mercedes se ela e as meninas poderiam ajudar na pousada e os meninos, na marcenaria. A proposta de Melissa foi aceita imediatamente.


Quando os garotos chegaram à marcenaria, viram que não seria fácil, mas tentariam várias vezes até acertar.


Na intenção de ensiná-los e encorajá-los, seu Jarbas contou que já tinha errado um monte de vezes no trabalho, mas que um dia ele acabou acertando e que, dali por diante, nunca mais errou.


Arion, Aquileu, Cravo e Tempólio ficaram trabalhando na fabricação e na entrega das encomendas. Rubens, Daniel, Ricardo e Felipe ficaram com o atendimento aos clientes da loja e com a limpeza do estabelecimento.


O trabalho tinha que ser muito bem elaborado e executado com a maior competência do mundo. As encomendas precisariam ser entregues o mais rápido possível, sem nenhum tipo de defeito de fabricação nos móveis de madeira, que eram feitos com textura e medida.


Com muita determinação e trabalho, os meninos começaram a pegar o jeito e pararam de errar. Sabiam que não poderiam ter pressa. Era só ter confiança em si mesmos de que eram capazes de aprender várias coisas e ter sabedoria para usar a calma.


XI. Batizado e Dia da Amizade

Dezembro chegou numa ensolarada manhã de domingo. A movimentação na pousada começou cedo. Era dia de ir ao Templo dos Deuses batizar as bebês.

As mamães e os papais estavam muito felizes com aquele dia tão especial, em que iriam batizar suas filhinhas.


Chegaram ao templo em cima da hora, e deus Rivonildo, o pai de todos os deuses, estava impaciente.


Manoela, a filhinha de Melissa e de Arion, foi a primeira a ser batizada.


Paloma, filha de Flores e de Aquileu, foi a segunda.


Samantha, a filha de Jasmin e Ricardo, foi a próxima.


Giovana, filhinha de Penélope e Felipe, foi a quarta bebé a ser batizada.


A quinta bebê foi Brenda, filha de Sila e de Cravo.


A sexta foi Juliana, filhinha de Estrela e de Tempólio.


Laís, filha de Esmeralda e de Rubens, foi a sétima.


A última bebê a ser batizada foi Marina, a filha de Stefânia e de Daniel.


Deus Rivonildo batizou cada bebê desenhando um coração no ar sobre a cabecinha deles e dizendo: "Eu a batizo em nome dos deuses do fogo, da terra, da água e do ar". E todos respondiam: "Amém".


A cerimônia foi especial! Não teve quem não se emocionasse com as oito bebês sendo batizadas de uma só vez! Era muita gente!


Em seguida, foram comemorar a celebração na Pousada Azul. A festança começou na hora do almoço e terminou com o pôr do sol.


Os Sixteen, seu Amadeu, Sabrina, Amanda, Bernardo e Marcos ajudaram dona Maria na arrumação das coisas que estavam no salão de festas. Depois, papais e mamães foram dormir. Era tarde, estavam mortos de cansaço.


Antes disso, Melissa perguntou à dona Maria se poderia pegar um copo d'água, estava com muita sede. Sem cerimônia, dona Maria respondeu que sim, que ela poderia ficar à vontade para tomar água o quanto quisesse.


Enquanto Melissa estava na cozinha, Arion também chegou para tomar água. Os dois acabaram conversando sobre o batizado, que tinha sido maravilhoso. Abraçaram-se longamente e se beijaram. Em seguida, cada um voltou para o seu quarto.


Lá, Melissa contou a Flores sobre o encontro com Arion na cozinha da pousada. As duas irmãs papearam até de madrugada, enquanto admiravam suas filhinhas dormindo como anjos.


Logo cedo, as meninas foram à confeitaria comprar um bolo diferente para o café da manhã. Enquanto isso, os meninos ajudavam seu Amadeu a trocar as lâmpadas queimadas da pousada.


Depois de um bom tempo, as garotas estavam de volta da confeitaria com uma torta de chocolate com baunilha, recheada de morangos e coberta de brigadeiro, para acompanhar o café da manhã especial, junto às bebezinhas batizadas.


Terminado o café, dona Maria teve uma agradável ideia e convidou todo mundo para ir à praia se divertir. O dia estava lindo!


Todos concordaram, colocaram roupa de banho e se organizaram depressa para não chegarem tarde à praia, que era um pouco distante da Pousada Azul.


Da praia se avistava a cidade, e o mar estava uma delícia, com água morna e cristalina! Estava cheio de turistas se divertindo muito!


O dia passou muito animado e rápido. Perto do pôr do sol, todos pegaram suas coisas e foram embora, felizes por terem ido à praia com seus amigos e suas bebês, Manoela, Paloma, Brenda, Juliana, Samantha, Giovana, Lais e Marina.


Era incrível ver tanta alegria estampada no sorriso de cada um. Dona Maria, seu Amadeu e os filhos - Amanda, Sabrina, Bernardo e Marcos jamais se esqueceriam daquele momento tão agradável junto àqueles dezesseis jovens e suas filhinhas, já tão queridas. Eram amigos de verdade; estariam ali prontos para ajudá-los em todos os momentos de suas vidas. Não passariam em branco em suas histórias, e isso merecia outra celebração.


Na quarta-feira, fizeram um jantar especial na Pousada Azul para comemorar o Dia da Amizade, data importante para estar entre amigos e celebrar o afeto.


Enquanto comiam, comentavam sobre como era legal conviver com pessoas tão maravilhosas, que conversavam todos os dias sobre assuntos novos, trocavam ideias interessantes e, mais importante ainda, sobre o quanto eles se tornaram amigos compartilhando suas dificuldades.


- Vocês são muito lindos! Feliz Dia da Amizade, pessoal! - disseram Melissa e Flores.

- Foi uma honra tê-los conhecido. Vocês são fantásticos! falou Rubens.

- Somos uma grande família! Vocês são amigos muito generosos! Feliz Dia da Amizade, meus amores! - comentou Jasmin. - Verdade, somos uma família maravilhosa! Muita paz no Dia da Amizade! - desejou Esmeralda.

- Que a nossa amizade dure muitos e muitos anos! - Tempólio acrescentou.

- Vocês são uns anjos que apareceram em minha vida! - prosseguiu Penélope. - Que a amizade esteja sempre com a gente...

- E que ela seja cheia de aventuras!- completou Ricardo.

- E o nosso lema, qual é? - indagou Melissa.

- Determinação, amor e companheirismo! - gritaram todos, num abraço coletivo que formou um grande círculo.


Todos estavam emocionados com as belas palavras vindas do coração, como se eles fossem verdadeiramente irmãos, além de grandes amigos.


Foi nessa hora que chamaram dona Maria e sua família para se juntarem no abraço, aumentando ainda mais a grande roda.


O Dia da Amizade, então, seguiu com uma seleção de músicas românticas para dançar sem parar. Houve ainda troca de presentes, abraços e beijos de outros amigos do pessoal da pousada, que chegaram mais tarde e que fazia muito tempo que não visitavam. Todos aproveitaram para matar a saudade e conversar sobre a vida, o dia a dia, enfim, coisas de amigos.


Depois de tanta emoção, ajudaram dona Maria a lavar a louça e arrumar a cozinha, deixando-a toda limpa e organizada para o dia seguinte. Foram dormir felizes da vida. Quanto mais o tempo passava, mais unidos e integrados ficavam.


Sexta-feira era o dia de finalizar os preparativos para a venda dos doces e bolos fabricados na Pousada Azul.


No sábado, logo cedo, os Sixteen ajudaram dona Maria a montar sua barraca e atender aos clientes.


Melissa e Flores tomavam conta do caixa, Jasmin e Penélope atendiam às pessoas, Sila e Estrela serviam as bebidas, Esmeralda e Stefánia colocavam cobertura nas balas e doces, Arion e Aquileu ajudavam Jasmin e Penélope, Ricardo e Felipe cuidavam da divulgação, Cravo e Tempólio cuidavam da parte elétrica e Rubens e Daniel cuidavam do som. 


Todos na feira escutavam o anúncio: "Banca de dona Maria: balas, bolos e doces feitos com amor e carinho para você! Os mais gostosos de Sol Brilhante; venham provar e comprovar! Se não gostar, não precisa pagar!".


As pessoas iam correndo comprar os bolos, balas e doces de dona Maria. Não paravam de chegar clientes e mais clientes.


Depois de tantas vendas, era hora de voltar para a Pousada Azul. Tinha sido um dia muito puxado, haviam vendido até o último docinho, e, além do mais, os Sixteen partiriam na manhã seguinte. Precisavam descansar.


Apesar do cansaço, Arion sugeriu fazer um bolo para o pessoal da pousada, como forma de agradecimento. A sugestão foi prontamente acatada por todos, que o ajudaram na produção do bolo de chocolate com recheio de doce de leite e cobertura de chocolate.


Quando o bolo ficou pronto, eles chamaram dona Maria, que ficou emocionada com o gesto de carinho.


- Esse bolo é um presente para a senhora! - falou Melissa.

- Uma forma de agradecimento, um gesto de carinho para toda essa linda família! - continuou Flores.

- Muito obrigada por tudo, dona Maria! - disseram Sila e Estrela, com o apoio de Penélope.

- A senhora é muito generosa! - colocou Stefânia, seguida de Arion: Muito obrigado, de coração!

- Vocês são pessoas fantásticas! - falou Tempólio. - A gente deve em dobro a todos vocês!

- Nunca vamos nos esquecer de vocês, meus amigos! - disse Rubens.


No dia seguinte, todos eles se abraçaram, se emocionaram, se despediram e seguiram viagem. Precisavam retomar o caminho...


Os dezesseis amigos e suas bebês andavam sem direção, indecisos sobre o que fazer da vida. Voltar para casa? Ficar mais um pouco por ali? Encarar os pais? Ainda em dúvida, deram de frente com uma enorme feira de antiguidades e resolveram dar uma olhada.


Tinha de tudo: moda, gastronomia, artesanato, bijuterias, achados antigos e peças raras de colecionadores, além de uma infinidade de objetos bonitos e curiosos.


Enquanto andavam, depararam-se com uma pequena e delicada estátua de bronze em uma torre. Logo se apaixonaram por ela e compraram como lembrança.


Andando aqui e ali, mal viram o tempo passar. Quando perceberam que o sol iria se pôr, foram procurar um próximo lugar para dormir, enquanto decidiam o que fazer da vida.