Em poucos quilômetros, chegaram a uma localidade muito bonitinha chamada Vila Liminosa.
Lá, encontraram a Pousada Raio Feliz. A proprietária era uma doce senhora, bem velhinha, chamada dona Mercedes, que era casada com o seu Jarbas e tinha três filhos, Christian, Afonso e Paula.
Após a confirmação de que eles poderiam se hospedar ali, Christian, Afonso e seu Jarbas foram ajudar a carregar as malas, e Paula foi auxiliar a mãe, dona Mercedes, com o registro dos quartos.
Feito o check-in, os jovens desceram para comer. Estavam morrendo de fome. Dona Mercedes havia preparado uma deliciosa comida caseira. Era uma receita de família criada por sua avó.
Mal o jantar terminou, eles foram dormir, pois estavam muito cansados da viagem e do passeio na feira de antiguidades.
Enquanto dormia, Melissa sonhou que estava se casando com Arion. Era uma festa bonita, com muita comida, muita bebida e com muita gente feliz e dançando! Flores, Jasmin, Penélope, Sila, Estrela, Esmeralda e Stefania também sonharam com a festa dos seus casamentos.
Arion, Aquileu, Ricardo, Felipe, Cravo, Tempólio, Rubens e Daniel estavam sonhando com a mesma coisa: como seria bom ter uma bela festa no dia dos seus casamentos com suas amadas e respectivas famílias, unidas e felizes.
Depois que todos acordaram, perceberam ser apenas um sonho que, talvez, um dia, pudesse se tornar realidade. Um dia, todos se casariam de verdade com as pessoas que amavam e ficariam juntinhos para sempre, com muito amor.
A realidade é que suas famílias nunca aceitariam as uniões entre eles. Então, como contar a elas que tinham filhas juntos e que não poderiam mais ficar separados?
Enquanto tomavam café da manhã, contaram toda a história deles para dona Mercedes e seus três filhos. A senhora ficou muito emocionada com a coragem daqueles jovens de lutar pelo amor verdadeiro. Ela ficou impressionada com a firmeza dos Sixteen de insistirem no amor, em vez de se casarem com quem os seus pais tinham determinado e serem infelizes para sempre.
- A senhora está chorando? - indagou Melissa.
- A nossa história mexeu com a senhora? - seguiu Flores.
- Sim, é uma bela história! - respondeu dona Mercedes.
- Gente, pensando bem, que história bonita que é a nossa! - exclamou Penélope.
- Uma história bem divertida, com muitas aventuras! - disseram, uníssonos, Tempólio e Daniel.
- Mas também é romântica, cheia de emoções! - completou Ricardo, com o apoio de Rubens.
- Realmente, é uma linda história de amor! - falaram Sila e Cravo, entreolhando-se.
- Parece coisa de cinema...
- Ou de novela, Esmeralda! - interrompeu Stefânia. - É uma história incrível!
A família de dona Mercedes entendeu o significado da história dos Sixteen, e ela, ainda muito emocionada, falou: Essa história, meus jovens, demonstra que vocês têm muita determinação e coragem para encarar os medos e enfrentá-los de uma maneira sábia e correta, para viver a vida em paz, junto dos amigos e das pessoas que amam.
E acrescentou:
- Lembrem-se de que somos fortes e conquistamos nossos sonhos e nossos objetivos na vida com saúde e sabedoria quando temos um amor verdadeiro em nossos corações, que é o caso de vocês.
- Que palavras bonitas, dona Mercedes! - disse Jasmin.
- Tão profundas as suas palavras, que maravilha! - pontuou Estrela, extasiada.
- Parabéns pelas sábias palavras! Elas mexeram comigo, até me emocionei - colocou Arion, secando os olhos.
- Nunca na minha vida ouvi palavras tão verdadeiras - afirmou Felipe..
- Aprendi muito com a senhora, dona Mercedes! - disse Aquileu.
- Fico muito contente que vocês tenham gostado do que eu disse, meus filhos - concluiu Dona Mercedes.
A rotina por ali era bem tranquila: seu Jarbas e seus dois filhos, Christian e Afonso, trabalhavam na marcenaria, enquanto dona Mercedes e Paula cuidavam da Pousada Raio Feliz, limpando e arrumando os quartos dos hóspedes que chegavam e saíam.
Melissa perguntou à dona Mercedes se ela e as meninas poderiam ajudar na pousada e os meninos, na marcenaria. A proposta de Melissa foi aceita imediatamente.
Quando os garotos chegaram à marcenaria, viram que não seria fácil, mas tentariam várias vezes até acertar.
Na intenção de ensiná-los e encorajá-los, seu Jarbas contou que já tinha errado um monte de vezes no trabalho, mas que um dia ele acabou acertando e que, dali por diante, nunca mais errou.
Arion, Aquileu, Cravo e Tempólio ficaram trabalhando na fabricação e na entrega das encomendas. Rubens, Daniel, Ricardo e Felipe ficaram com o atendimento aos clientes da loja e com a limpeza do estabelecimento.
O trabalho tinha que ser muito bem elaborado e executado com a maior competência do mundo. As encomendas precisariam ser entregues o mais rápido possível, sem nenhum tipo de defeito de fabricação nos móveis de madeira, que eram feitos com textura e medida.
Com muita determinação e trabalho, os meninos começaram a pegar o jeito e pararam de errar. Sabiam que não poderiam ter pressa. Era só ter confiança em si mesmos de que eram capazes de aprender várias coisas e ter sabedoria para usar a calma.
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