No início da fuga, todos estavam super animados e destemidos. Entretanto, com o passar das horas, caíram em si: estavam perdidos. Algo havia dado errado, ou melhor, eles erraram completamente a rota da fuga.
Já era madrugada, chovia bastante, a noite estava escura demais, o céu com poucas estrelas, apesar da lua cheia. Estavam completamente perdidos no meio da mata, que escondia seus mistérios.
Os pais dos jovens amigos estavam desesperados com o sumiço dos filhos.
As meninas estavam com muito medo. Enquanto os meninos, um pouco mais tranquilos, protegiam suas amadas do perigo.
Melissa se agarrou em Arion, Flores em Aquileu, Sila em Cravo, Estrela em Tempólio, Jasmin em Ricardo, Penélope em Felipe, Esmeralda em Rubens e Stefânia em Daniel. Estavam muito assustados e perdidos no meio da mata sombria e não se largaram nem um só momento.
Enquanto caminhavam sem rumo, tentando encontrar uma saída, começaram a pensar em como eles poderiam voltar para casa sãos e salvos, casar com os prometidos pelos pais e tentar ser felizes para sempre.
Nesse instante, bateu neles o arrependimento.
De repente, por um milagre, avistaram uma velha cabana em frente ao rio. Caminharam até lá, bateram à porta e ninguém respondeu. Decidiram entrar.
Como estavam muito cansados e sem alternativa para voltar para casa, resolveram dormir ali mesmo. Naquela imensa mata escura, de madrugada e perdidos, apesar de a chuva ter parado e algumas estrelas aparecerem no céu, havia vários perigos e, sem saber o que fazer, tiveram que pensar em como sobreviver àquela situação.
Na cabana abandonada não havia comida nem água, e a escuridão imperava. Então, os meninos foram até o rio pegar água fresquinha e acenderam o fogão a lenha para iluminar e aquecer o ambiente. Aquelas aulas de sobrevivência do grupo de escoteiros foram lembradas com muito carinho. Ufa!
Eles não tiveram outra escolha a não ser tomar água e dormir. Poucos minutos depois, começou um barulho muito estranho: seria um rugido de onça, um uivo de lobo, algum fantasma? Todos acordaram assustados e com muito medo.
As meninas ficaram imóveis, e os meninos, como verdadeiros escoteiros, resolveram investigar. Após muita investigação, os corajosos meninos não descobriram a origem daquele barulho e voltaram a dormir.
Os pais dos jovens continuavam desesperados com o sumiço dos filhos e chamaram a polícia.
O delegado de polícia foi assertivo: "Calma, senhores e senhoras, prometo que vamos encontrar seus filhos rapidamente e eles voltarão sãos e salvos para casa!".
Acontece que a floresta era enorme e a mata era alta demais. Mesmo assim, a polícia persistia nas buscas, mas não havia sinal deles em lugar algum.
Já era tarde quando a polícia encerrou o expediente. Continuariam pela manhã.
Enquanto isso, na floresta, ninguém conseguia dormir pensando no desespero das famílias atrás deles, com medo de alguma tragédia. Novamente veio aquele arrependimento: mas fazer o quê?
Decidiram manter a calma e começaram a pensar em uma saída daquela floresta horripilante. Não tinham ideia de onde estavam e não achavam uma solução.
Melissa, Flores, Jasmin, Penélope, Sila, Estrela, Esmeralda e Stefánia estavam muito nervosas e com muito medo daqueles barulhos estranhos que tinham ouvido.
Naquela noite chuvosa, todos os casais ficaram juntinhos uns aos outros, dentro da cabana abandonada, apoiando-se mutuamente.
Arion aproveitou que estava coladinho em Melissa e a beijou com todo o seu amor. Também se beijaram Flores e Aquileu, Cravo e Sila, Estrela e Tempólio, Jasmin e Ricardo, Penélope e Felipe, Esmeralda e Rubens, e Stefánia e Daniel; ninguém parava de pensar no beijo tão apaixonado. Foi inesquecível aquele momento romântico dos jovens casais! Estava escrito na lua que os jovens casais ficariam juntinhos para sempre.
O cansaço falou mais alto, e eles adormeceram abraçadinhos e decididos a voltar para casa no dia seguinte.
Assim que amanheceu, os aventureiros apaixonados se levantaram rapidamente e recomeçaram a caminhada de volta para casa. Na verdade, já estavam muito arrependidos do que tinham feito. Poderia se dizer que o feitiço virou contra o feiticeiro: os Sixteen queriam apenas dar um susto em seus pais, passando uma noite fora de casa, mas eles é que estavam assustados.
A fuga fora planejada com o intuito de fazer os pais repensarem os casamentos arranjados, em que se levou em consideração única e exclusivamente os interesses do reino. Os Sixteen sequer tinham sido ouvidos e se sentiram desrespeitados em seus direitos, pois foram usados como uma moeda de troca, sem que os seus sentimentos fossem levados em conta.
Enquanto isso, nos reinos de Rosamenon e Aqualândia, a polícia havia retomado as buscas e, sem descobrir qualquer pista do paradeiro dos jovens até aquele momento, já estava sem esperanças, ainda que continuasse o trabalho.
Os pais dos dezesseis jovens estavam nervosos, apavorados, enlouquecidos e desesperados sem notícias dos filhos desaparecidos.
Os Sixteen estavam famintos, sedentos e, para completar a situação, picados por mosquitos pelo corpo inteiro. Uma coceira sem fim os invadia. Fazia muito calor. Tinham caminhado longamente e estavam exaustos.
Por sorte, encontraram um riacho escondido no matagal e aproveitaram para tomar água e pegar frutos de uma árvore baixinha, com galhos compridos e largo. Então continuaram a caminhada.
Não tinham percebido que estavam caminhando na direção contrária e ficando cada vez mais distantes de suas casas. Como o pôr do sol se anunciou, resolveram procurar outro lugar para passar a noite.
Nenhum comentário:
Postar um comentário