A temporada por ali seria longa. Os dias foram passando, até que Melissa, Flores, Jasmin, Penélope, Estrela, Esmeralda, Sila e Stefânia foram ao médico e ficaram sabendo que estavam esperando bebês.
Naturalmente, quando os meninos souberam que seriam papais, ficaram superfelizes também.
Era uma grande notícia, mas havia um temor. Como contar aos pais que eles seriam avós? Como reagiriam com a notícia de que as filhas seriam mães?
As jovens estavam assustadas, na realidade, apavoradas, e com muito medo da reação de seus pais. Sabiam que eles iriam fazer muitas perguntas sobre a gravidez. Seriam castigadas severamente pela notícia? Era a pergunta que não queria sair do pensamento.
Arion, Aquileu, Cravo, Tempólio, Rubens, Felipe, Ricardo e Daniel também estavam com muito medo da punição que provavelmente receberiam de seus pais.
Em comum acordo, decidiram ficar na Pousada Azul por mais algum tempo, até que novamente as coisas se acalmassem.
Por coincidência, começou uma chuva bem forte nessa hora, e os dezesseis amigos ficaram de bobeira esperando o temporal passar. Alguns lendo seus livros novos, outros assistindo ao filme na televisão, e outros dormindo.
As ruas de Sol Brilhante ficaram alagadas, os telefones mudos, o comércio fechado e não havia energia elétrica - um verdadeiro caos.
Aquileu tentou distrair os amigos sugerindo que cada um contasse uma história que tinha lido, mas ninguém se animou. Estavam todos entediados, só pensando na vida.
Quando a chuva parou e não se ouvia mais nenhuma gota de água, os telefones voltaram a funcionar, e a energia também. Melissa falou:
- Pessoal, vamos sair para comemorar a vinda dos bebês, não adianta ficarmos aqui parados, pensando na vida e no que poderá acontecer conosco. O que tiver de ser, será!
Todos toparam a ideia e foram dar um passeio no centro da cidade.
Muitos meses depois, conhecendo a cidadezinha na palma das mãos e trilhando quase sempre a mesma rotina, as garotas não aguentavam mais aquele clima de tédio, de ficar o dia inteiro no quarto sem poder fazer nada.
Já não podiam levantar muito peso, pois suas barrigas enormes, de oito meses, estavam para explodir. Todas grávidas, inacreditavelmente, de meninas. Uma alegria cor-de-rosa!
Certa noite de maio, as meninas sentiram uma dor muito forte. Bolsas estouradas, era a hora de as filhas virem ao mundo. Começava o trabalho de parto. Os meninos ficaram muito nervosos, não sabiam o que fazer naquele momento e foram pedir socorro à dona Maria, responsável pela Pousada Azul.
Rapidamente, seu Amadeu, esposo de dona Maria, pegou o carro e foi buscar dona Marta, uma parteira experiente da região.
Dona Marta pediu ajuda a Amanda e a Sabrina, filhas de dona Maria, e à própria dona Maria, para fazer os oito partos. Sozinha não daria conta de tantas meninas dando à luz ao mesmo tempo. Céus!
Felizmente, depois de muita correria e preocupação, cada milagre transcorreu da melhor maneira possível. Cada criança que nascia era recebida com muito amor, carinho e comemoração.
Melissa foi a primeira. A sua filha, ela e Arion deram nome de Manoela.
Flores foi a segunda, e sua menininha com Aquileu recebeu o nome de Paloma.
Jasmin foi a terceira, e ela e Ricardo chamaram de Samantha a bebê.
Penélope foi a quarta. Ela e Felipe deram o nome de Giovana à menina.
A quinta a ganhar bebê foi Sila que, junto a Cravo, escolheu o nome de Brenda para a garotinha.
A sexta bebê a nascer foi a de Estrela e Tempólio, que recebeu o nome de Juliana.
Esmeralda foi a sétima a ter o parto realizado. Ela e Rubens escolheram o nome de Laís.
Por último, nasceu a filha de Stefânia e Daniel, que recebeu o nome de Marina, em homenagem à sua avó paterna.
Apesar de tantos anos de experiência, dona Marta nunca havia passado por uma situação parecida, oito partos no mesmo dia, praticamente na mesma hora. Total sincronicidade. "Magia do universo", pensava ela.
Quando a última bebê veio ao mundo, dona Marta teve certeza de que o sufoco já havia passado. Nesse momento, ela desabou a chorar, numa mistura de alívio, alegria e dever cumprido.
Dona Maria, seu Amadeu e os filhos Bernardo, Marcos, Amanda e Sabrina também se emocionaram com a cena tão linda daqueles nascimentos.
Os papais e mamães corujas estavam maravilhados com suas bebês! Todos deixaram as meninas descansarem, afinal, tinha sido uma noite agitada.
Quando amanheceu, os rapazes foram visitar as amadas e suas filhas, já acordadas para tomar o café da manhã carinhosamente preparado por dona Maria e suas filhas: café com leite bem quentinho, pão com manteiga, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, biscoitos doces, além de suco de laranja e frutas fresquinhas, fatiadas em camadas de cores.
Os recém-papais e mamães fizeram um passeio pelo quintal para as bebês conhecerem bem de pertinho as belezas das flores mais perfumadas de Sol Brilhante.
Muitos passeios se repetiriam dali em diante.
Certa vez, Arion e Melissa desceram com Manuela para colocá-la no bebê conforto do micro-ônibus. Em seguida, Aquileu e Flores fizeram o mesmo com Paloma.
Depois vieram Ricardo e Jasmin com Samantha. Logo após, Felipe e Penélope trouxeram Giovana. Cravo e Sila chegaram com Brenda. Tempólio e Estrela trouxeram Juliana. Rubens e Esmeralda chegaram trazendo Laís e, por último, Daniel e Stefânia chegaram com Marina. Todas as crianças foram colocadas no bebê conforto do micro-ônibus.
As mamães ficaram na parte de trás com as filhinhas, e os papais, na parte da frente. Arion foi dirigindo o micro-ônibus, e seus companheiros foram ajudando na rota do caminho mais curto.
Foi então que perceberam que estavam em uma rua sem saída. Aí, deram a volta e continuaram em direção ao Campo de Flores Sol Brilhante.
Melissa, Flores, Jasmin, Penélope, Sila, Estrela, Esmeralda e Stefania já estavam agoniadas, porque eles não chegavam ao lugar certo.
Os dezesseis amigos e suas filhinhas estavam completamente perdidos no meio da rua, sem nenhuma pessoa para ajudá-los a achar o caminho desejado.
- Onde estamos, gente? - indagou Melissa.
- Estou apavorado, este lugar me dá medo - soltou Cravo.
- Que rua assustadora é essa, pessoal? - Stefânia questionou. Estamos perdidos no meio do nada.
- Calma, vamos dar um jeito nessa situação - disse Arion, tentando conter os ânimos.
- Vamos ficar tranquilos! - completou Ricardo. - O nervosismo não vai resolver nada.
Os Sixteen tinham se esquecido do grande aliado à disposição deles para verificar o caminho certo para o Campo de Flores Sol Brilhante: o GPS.
Nesse instante, alguém percebeu que o destino deles ficava na outra rua. Teriam que voltar. Mal o micro-ônibus começou a andar, perceberam que ele estava torto e muito estranho.
Só podia ser pneu furado. E era... Na verdade, eram: os dois pneus traseiros estavam furados!
- Ah, não... - murmuraram juntos.
Não restava alternativa a não ser procurar o borracheiro Leandro, o melhor da cidade.
Leandro consertou os pneus e eles seguiram em frente.
Finalmente, chegaram ao seu destino.
- Oba! - gritaram, eufóricos.
Era um lugar em lindos tons de verde, com uma brisa agradável. Resolveram fazer um piquenique na beira do lago azul-turquesa, para apreciarem a vista maravilhosa, adornada de flores e árvores altíssimas, cores belíssimas, além do perfume puro do ar. Quanta tranquilidade!
Todos aproveitaram bastante o passeio, mas, como o pôr do sol já tinha chegado, eles resolveram voltar.
Quando chegaram à pousada, perceberam que dona Maria já estava preparando o jantar.
Subiram, tomaram um banho e voltaram para saborear a comidinha tão deliciosa que dona Maria tinha preparado com muito carinho. Após o jantar, todos foram dormir, pois estavam exaustos.
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