No dia seguinte, de manhãzinha, todos desceram para tomar café da manhã. Dona Maria e as filhas, Amanda e Sabrina, preparavam o leite e o café bem quentinhos, pão com manteiga, frutas frescas, ovos mexidos, iogurte, além de frios fatiados.
Enquanto tomavam o café da manhã, Arion deu a sugestão de irem ao Museu de Artes e, em seguida, ao Castelo Assombrado.
Os amigos toparam a ideia e saíram rumo ao Centro Histórico Sol Brilhante, no centro da cidade. Quando chegaram lá, ficaram admirados!
Começando pelo Museu de Artes, Melissa, Arion, Flores e Aquileu foram ver as pinturas. Jasmin, Ricardo, Penélope e Felipe foram apreciar as esculturas. Esmeralda, Rubens, Stefânia e Daniel foram visitar as escadarias, tapeçarias e demais objetos do museu. Sila, Cravo, Estrela e Tempólio foram ver os alojamentos antigos.
Depois, numa espécie de revezamento, os dezesseis amigos visitaram, por inteiro, as maravilhas artísticas do lugar.
Era final de tarde e só faltava conhecer o Castelo Assombrado, que ficava dentro de um lindo bosque, ali perto, também com obras de arte para contemplar.
Seu Juca era o guia do Castelo Assombrado. Na entrada, antes mesmo da porta principal, ele falou por alguns instantes sobre os encantos e desencantos dos ex-moradores do lugar.
Contou para os visitantes que, à noite, ouviam-se vozes estranhas e gritos por ali. Isso porque o castelo era mal-assombrado pelos fantasmas antigos que rondavam a noite inteira, sem parar um minuto sequer.
Todos ficaram de orelhas em pé. As meninas ficaram apavoradas. Todas de mãos dadas e tremendo, não paravam de sentir medo, muito medo, na verdade pavor, das histórias sobre fantasmas que assombravam quando não havia ninguém lá.
Foi nesse momento que Arion teve a ideia de investigar a história direitinho:
- Vamos ficar e solucionar o mistério desses fantasmas?
- Tudo bem, pode contar comigo, mano, vamos investigar direitinho esse mistério! - animou-se Aquileu.
- Gente, essa investigação me assusta - comentou Flores. - Eu não gostei.
- Vamos, pessoal! Será muito legal! - insistiu Cravo.
- Eu não acho, mas estamos sempre juntos, não é? - colocou Jasmin. - Então, vamos nessa!
- Concordo com vocês, amigas. Investigar fantasmas me dá arrepios, disse Sila, com a voz trêmula.
- É demais! Estou dentro! - concordaram Ricardo e Felipe.
- Gente, estou morrendo de medo, ou melhor, estou apavorada...
- Imagina, Estrela, nada de pavor, é muito legal procurar fantasmas! - respondeu Rubens.
Então, começaram a procurar pistas. As meninas tremiam sem parar, com medo desses fantasmas horripilantes, e Melissa se manifestou novamente:
- Olha, gente, eu já disse e repito que não é uma boa ideia ficar caçando fantasmas à noite.
- Concordo com a minha maninha - expôs Flores.
- Eu também disse Estrela. Estou apavorada e arrepiada com essa história de fantasmas nesse castelo, mas seja o que tiver que ser.
Os meninos deram gargalhadas e continuaram caminhando, até chegarem numa sala abandonada, cheia de coisas antigas.
Melissa encontrou um livro raro que contava a história de amor entre a duquesa Vitória e o duque Armando. O título era O amor eterno. Ela achou tão interessante que o leu sem parar até o fim. Concluída a leitura, narrou a história aos seus amigos.
A duquesa Vitória pertencia ao Reino Brilhantina e tinha dezoito anos quando tudo começou. Ela estava na janela do seu quarto, lendo um livro de curiosidades, enquanto aguardava os convidados entrarem para a grande festa de aniversário do seu reino, quando viu um lindo rapaz no jardim conversando com alguns amigos.
A duquesa desceu correndo pela escadaria e perguntou se alguém sabia o nome daquele rapaz bonito. Ali, ficou sabendo que seus avós eram muito amigos dos avós dele e, por isso, ele também era um convidado daquela pomposa festa.
O conde Severino e a condessa Lidiana apresentaram a neta, duquesa Vitória, ao duque Armando, que estava acompanhado pelos avós, duque Alucoro e duquesa Juzefina.
Armando convidou Vitória para dançar a valsa, e foi naquele exato momento que os dois se apaixonaram perdidamente. Foi amor ao primeiro passo.
Infelizmente, os dois não podiam viver esse amor! Os pais de Vitória, duque Gerônimo e duquesa Almerinda, e os pais de Armando, duque Rodolfo e duquesa Cornélia, eram inimigos mortais, apesar de os avós de ambos serem amigos.
Além disso, Vitória estava prometida para o conde Gustavo de Chanisagom. Os pais de Gustavo, conde Gerald e condessa Florência, estavam de acordo e muito felizes com o casamento entre seu filho e a duquesa Vitória.
E agora? Algo totalmente proibido pela lei dos homens tinha acontecido: a duquesa Vitória se encantou pelo duque Armando, que também se encantou por ela.
Os dias foram passando lentamente, como num pesadelo.
A duquesa Vitória ficou sabendo pelo amado que os pais dele haviam escolhido para ser sua noiva a condessa Isabela, cujos pais, duque Horácio e duquesa Sônia, estavam muito felizes com o acordo.
Para complicar ainda mais a situação, havia uma terrível maldição, conhecida pelos avós de ambos: caso a duquesa Vitória e o duque Armando ficassem juntos, eles ficariam presos para sempre em um espelho imenso. Tal maldição se cumpriria, inclusive, na vida dos ascendentes e descendentes.
O tempo foi passando e diariamente Vitória chorava de saudades do amor da sua vida, Armando, que também sofria de saudades da amada. Não suportando tamanha dor, escondidos, eles passaram a se encontrar todas as tardes após o pôr do sol, assim como Isabela e Gustavo, os prometidos de Vitória e de Armando, que também se amavam muito.
Desse modo, a vida transcorria na maior felicidade!
Certo dia de agosto, um dos conselheiros do Reino Brilhantina, o bruxo Magno, avistou um encontro de Vitória e Armando e lançou sobre eles a temida maldição, trancando-os imediatamente no espelho. O pior é que a maldição se estendeu a Isabela e Gustavo, além dos pais e avós dos dois casais. Assim, todos foram condenados a uma eternidade de sofrimentos, angústias e tristezas.
Melissa e os amigos voltaram a conversar com seu Juca para saber mais detalhes sobre a história do livro O amor eterno. Seu Juca comentou que os fantasmas dos dois casais, Vitória e Armando, Isabela e Gustavo, e dos seus ascendentes estavam presos no espelho gigante com moldura dourada que ficava pendurado no hall de entrada do Castelo Assombrado.
E acrescentou: os fantasmas andavam e gritavam sem parar pelo castelo, em busca de ajuda para libertá-los da maldição eterna. Esse socorro seria possível somente se algum visitante ficasse no castelo após o pôr do sol. Era nesse horário que os fantasmas saíam do espelho. A maldição acabou com a liberdade e tudo mais que possuíam, menos com o amor que nutriam, que os fortalecia e dava a eles coragem e esperança.
- Coitados, devem estar sofrendo muito - suspirou Flores. - Eles não mereciam isso, pobrezinhos.
- Foi uma injustiça o que fizeram com eles! - falou Sila.
- Ninguém merecia uma maldição dessas... - completou Aquileu.
- Que tristeza... Como puderam fazer uma maldade dessas? - indagou Estrela. - É um castigo horrível esse que lançaram sobre eles.
- Coitados, eles nem tiveram tempo de se defender! - lembrou Cravo. - Essa gente foi terrivelmente injustiçada.
- Que momento de pura maldade para esses casais que se amavam. - queixou-se Daniel.
Por incrível que pareça, de repente, uma forte luz apareceu na frente deles, as portas começaram a bater, o barulho do vento que assoviava bem alto se misturava com gritos de sofrimento e ruídos de correntes se arrastando pelo chão.
Foi nesse instante que os dezesseis fantasmas, de Vitória, Armando, Isabela, Gustavo, Severino, Lidiana, Alucoro, Juzefina, Gerônimo, Almerinda, Gerald, Florência, Horácio, Sônia, Rodolfo e Cornélia, apareceram.
Os Sixteen se agarraram uns aos outros e começaram a gritar.
Então, o fantasma de duquesa Vitória falou:
- Não tenham medo, nós somos gente boa, muito prazer em conhecê-los. Meu nome é Vitória, esses são duque Armando (meu namorado), condessa Isabela (minha amiga), conde Gustavo (namorado de Isabela), conde Severino e condessa Lidiana (meus avós), duque Alucoro e duquesa Juzefina (avós de Armando), duque Gerônimo e duquesa Almerinda (meus pais), conde Gerald e condessa Florência (pais de Gustavo), duque Horácio e duquesa Sônia (pais de Isabela), duque Rodolfo e duquesa Cornélia (pais de Armando).
- Nós estamos pedindo ajuda porque não aguentamos mais continuar presos a essas correntes, dentro desse espelho, sofrendo demais - lamentou-se duque Armando.
- Todo dia é o mesmo sofrimento, saímos do espelho com o pôr do sol... - comentou duquesa Vitória, lamuriosa.
- ...E somos obrigados a voltar para dentro dele à meia-noite - completou duque Armando.
Duquesa Vitória, então, perguntou aos jovens:
- E vocês, como se chamam?
Gaguejando, Melissa foi a primeira a falar:
- Eu... eu me chamo Melissa, e esta é minha irmã, Flores, muito prazer, duquesa Vitória!
- Muito prazer, Melissa e Flores!
A seguir, foi a vez de Jasmin.
- O meu nome é Jasmin, e esta é minha irmã, Penélope; somos primas de Melissa e de Flores. É uma honra conhecê-la!
- A honra é toda minha, Jasmin e Penélope!
Logo em seguida, veio Sila.
- Eu me chamo Sila, esta é minha irmã, Estrela, e aquelas são nossas primas, Esmeralda e Stefânia. Olá, duquesa, é uma satisfação conhecê-la!
- Igualmente, Sila, Estrela, Esmeralda e Stefânia, é uma enorme satisfação conhecê-las também!
Arion, como sempre, tomou a frente dos meninos.
- Eu sou o Arion. É uma honra conhecê-la, duquesa Vitória. Este é meu irmão, Aquileu!
- A honra é toda minha, Arion e Aquileu!
Depois, foi a vez de Ricardo.
- Muito prazer, duquesa Vitória, eu me chamo Ricardo. Este é meu irmão, Felipe, e somos primos de Arion e Aquileu!
- É um prazer poder conhecê-los, Ricardo e Felipe!
Logo a seguir, foi Cravo quem falou.
- Eu sou o Cravo, duquesa Vitória. Estes rapazes são meu irmão, Tempólio, e nossos primos, Rubens e Daniel. Muito prazer, Vossa Graça!
- A honra é toda nossa, Cravo, Tempólio, Rubens e Daniel! - comentaram duquesa Vitória e duque Armando.
- Muito prazer, meninas e meninos! - disse condessa Isabela.
- Muito prazer, condessa Isabela! - responderam numa só voz todos os jovens.
- É uma honra poder conhecê-los - arrematou conde Gustavo.
Passadas as apresentações, Melissa prosseguiu:
- Lemos a história de vocês. É linda e triste ao mesmo tempo.
- É um verdadeiro conto de fadas, mas com final infeliz; não faltou nem a bruxa má! - observou Penélope.
- É a mais bela história de amor que eu já ouvi na vida! - decretou Esmeralda, com o coração levemente acelerado.
- É uma história corajosa, mas infeliz, a que vocês viveram! - disse Arion, com o apoio de seu irmão, Aquileu.
- Uma história de amor muito bonita e triste! - completou Daniel.
- É uma das melhores e mais tristes histórias do mundo! - concluíram Cravo, Tempólio e Rubens.
Arion não se conteve e perguntou sobre a antiga e muito poderosa maldição que se abateu sobre eles e que estava contada no livro "O amor eterno".
A duquesa Vitória não teve dúvida e respondeu:
- É uma maldição muito intensa e forte. A única maneira de acabar com o feitiço é abrindo o livro "O amor eterno" na última página. Aquele que a Melissa encontrou e que agora está com você, Arion.
Depois de alguns instantes de silêncio profundo, a duquesa continuou:
- Aparentemente, essa página está em branco. Entretanto, se vocês a colocarem contra a luz, poderão ler "A quebra da maldição". É preciso lê-la em voz alta, em frente a este espelho gigante de onde saímos.
- É uma missão bem difícil, que exige calma, porque a leitura terá que ser perfeita - interpelou duque Armando.
- É uma tarefa perigosa e arriscada - ponderou condessa Isabela -, pois ficaremos presos para sempre se houver qualquer errinho na leitura.
- É um trabalho complicado e que exige calma, porque, uma vez lido, o escrito na página será apagado para sempre - alertou conde Gustavo, apreensivo.
- E, com isso, nunca mais poderemos ser libertados - finalizou duquesa Vitória.
Os dezesseis amigos não quiseram nem pensar na hipótese de falhar e deixar os novos amigos presos para todo o sempre. Estavam decididos a controlar a emoção para quebrar o feitiço do bruxo Magno.
Ainda bem que esse sofrimento estava prestes a acabar, pois o livro O amor eterno que Melissa encontrou e entregou a Arion era a chave para anular a maldição.
Arion abriu o livro na última página e colocou-o contra a luz. "Uauuu!", exclamaram alguns. "Incrivel", completaram os outros.
Realmente, a última página, aparentemente em branco, quando colocada contra a luz, mostrava perfeitamente o texto ao qual se referiu duquesa Vitória. Quem poderia imaginar...
Passada a euforia, Melissa falou:
- Gente, a hora é agora. Vamos ajudar os nossos novos amigos.
Foi nesse instante que os Sixteen deram as mãos, formando um círculo, ficaram em silêncio absoluto, respiraram fundo e se concentraram para ajudar Arion.
Arion, então, respirou fundo mais uma vez e leu em alto e bom som, com toda a calma do mundo, para não errar, o seguinte texto:
A quebra da maldição
De todo o mal me arrependo e quero acabar com essa maldição que só quer o meu mal. Liberte-me dessa angústia de uma vez. Amor, amor, amor, amor, acaba de uma vez com a minha solidão. O feitiço foi quebrado, anulado, nunca mais vocês sofrerão novamente. Vocês são livres para partirem em paz.
Assim que Arion acabou de ler, o espelho se espatifou no chão, as correntes se quebraram e todos os fantasmas se libertaram de todo o sofrimento.
Foi um momento mágico e inesquecível. Uma mistura de choro, alegria, emoção, abraços, risos e beijos entre a duquesa Vitória e a condessa Isabela, o duque Armando, o conde Gustavo, e seus pais e avós!
Os dezesseis amigos também se abraçaram e pularam de alegria!
- Que momento lindo! Eu acho que vou chorar... - falou, extasiada, Melissa.
- Ai, assim eu choro também! - declararam Flores e Jasmin, emocionadas.
- Estou superfeliz e emocionado por ter ajudado! - comentou Cravo.
- Nunca esqueceremos cada um de vocês! Sejam felizes, amigos! - bradaram Aquileu e Arion.
- Vão em paz! Que a sorte os acompanhe... - exclamaram os demais jovens. - Boa viagem!
- Meus queridos amigos, muito obrigada por tudo, de coração! - agradeceu duquesa Vitória.
- Obrigado pela ajuda, bons amigos! - disse, grato, duque Armando.
- Obrigada, amigos, por sua ajuda, eu nunca vou esquecê-los! - respondeu condessa Isabela.
- Muito obrigado, amigos, fiquem em paz. Até mais e felicidades a todos. - despediu-se conde Gustavo.
Muito obrigado, amigos, fiquem em paz. Até mais e felicidades a todos! - despediu-se conde Gustavo.
Os condes Gerald, Florência, Severino, Lidiana e os duques Horácio, Sónia, Alucoro, Juzefina, Geronimo, Almerinda, Rodolfo e Cornélia despediram-se e agradeceram de uma só vez: "Obrigado, vocês são uns anjos!".
E foi assim que os fantasmas partiram felizes e livres da maldição terrível que os aprisionava num sofrimento sem fim.
Com a ajuda dos dezesseis novos amigos, os dezesseis fantasmas foram libertados, puderam ser felizes para sempre com seus verdadeiros amores e voltaram para suas épocas, contentes e confiantes!
E os Sixteen voltaram para a Pousada Azul.
Na manhã seguinte, a jornada de Arion, Melissa, Flores, Aquileu, Sila, Estrela, Esmeralda, Stefánia, Cravo, Tempólio, Rubens, Daniel, Ricardo, Felipe, Jasmin e Penélope continuava mais incrível do que nunca.
Dessa vez, foram a uma feira de livros bastante diversificada que estava acontecendo na cidade de Sol Brilhante.
Lá, havia barracas de livros e revistas de todo tipo e também comidas e bebidas à vontade, além de uma música ambiente bem agradável.
Melissa e Flores compraram vários romances policiais. O fato de esses livros demonstrarem que não existe crime perfeito deixava as irmãs intrigadas e curiosas pelo desfecho das histórias.
Jasmin e Penélope compraram um livro de poesia, pois interpretar a manifestação da beleza e dos sentimentos nos versos era a prática preferida da dupla.
As irmãs sonhadoras Sila e Estrela compraram vários livros de contos de fadas, dentre eles A Branca de Neve e os sete anões, Cinderela e A Bela e a Fera, porque adoravam sonhar acordadas e imaginar que eram princesas.
Já as irmãs Esmeralda e Stefânia preferiam as histórias antigas, para desvendar os mistérios do passado e compreender o presente.
- Conhecendo o passado, entendemos o presente, pois a história se repete. Podem ser épocas diferentes, mas os fatos se repetem! - disseram elas aos amigos.
Arion e Aquileu, fascinados por histórias de fantasmas, dramas e livros de suspense, levaram uma coleção. Medo, mistério, investigação, espanto e inquietação eram os assuntos preferidos dos dois.
Os irmãos Cravo e Tempólio só quiseram saber dos exemplares que tratavam das séries e novelas de TV. Para eles, a vida e a sociedade eram retratadas fielmente na telinha."
Ricardo e Felipe compraram só revistas em quadrinhos, um monte delas. Os irmãos se divertiam e aprendiam de uma forma leve com os diálogos dos personagens dos gibis.
Finalmente, Rubens e Daniel compraram diversos livros de detetives e mistérios para desvendar roubos a bancos e desaparecimentos de jóias preciosas de museus e joalherias. A presença do crime, da investigação e da revelação do malfeitor os deixava bastante intrigados.
Todos gostavam muito de ler, de assistir a palestras e também de pegar autógrafos de autores famosos.
Eles aproveitaram o dia para conferir os dois workshops que estavam acontecendo em outra galeria da Feira de Livros Sol Brilhante. Os Sixteen preferiram participar do workshop "Técnicas de incentivo à leitura para crianças e adolescentes".
O outro workshop era direcionado a escritores, com o título "Como surpreender os leitores". Apesar do gosto deles pela leitura, nunca tinham pensado em escrever... Mal sabiam eles que suas histórias poderiam dar um livro.
Como saco vazio não para em pé, aproveitaram para lanchar: comeram sanduíches naturais, pipoca, algodão-doce, brigadeiro de colher, beberam suco de uvas frescas e tomaram sorvete.
Passaram o dia entretidos. Quando perceberam, o pôr do sol tinha chegado e era hora de voltar para a Pousada Azul, de dona Maria.
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